Em meio a tensões na fronteira da Ucrânia com a Rússia, sites do governo ucraniano sofreram um ataque cibernético em massa na noite da quinta-feira (13).

Ainda na manhã desta sexta-feira (14), estavam foram do ar as páginas do Ministério das Relações Exteriores, do Gabinete de Ministros, da Política Agrária, do Conselho de Segurança e Defesa e do Ministério da Educação e Ciência.

“Devido ao ataque global na noite de 13 para 14 de janeiro de 2022, o site oficial do Ministério da Educação e Ciência está temporariamente fora do ar”, anunciou a pasta em uma publicação nas redes sociais.

Em alguns dos sites há um texto em três idiomas — ucraniano, polonês e russo — dizendo que todos os dados de ucranianos carregados na rede se tornaram públicos.

Ucrânia tem sido alvo de diversos ataques cibernéticos nos últimos anos, com as suspeitas sempre recaindo sobre a Rússia (que sempre nega qualquer envolvimento).

 

Tensão na fronteira

Tanque russo T-72B3 dispara durante exercícios militares na região de Rostov, no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, em 12 de janeiro de 2022 — Foto: AP
Tanque russo T-72B3 dispara durante exercícios militares na região de Rostov, no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, em 12 de janeiro de 2022 — Foto: AP

O ataque ocorre em meio ao aumento das tensões na fronteira da Ucrânia com a Rússia, que moveu milhares de tropas e tem realizado exercícios miliares na região, ampliando os temores de uma invasão.

O governo russo tem se reunido com representantes dos Estados Unidos e de outros países ocidentais nos últimos dias, mas nenhum avanço foi alcançado nesses encontros diplomáticos.

A Rússia invadiu e anexou em 2014 a região da Crimeia, que fazia parte da Ucrânia mas tem grande influência (e bases militares) do país vizinho.

O governo de Vladmir Putin nega planos de invadir a Ucrânia e rejeita as críticas ao acúmulo de tropas perto da fronteira, dizendo que o país diz que tem o direito de mobilizar tropas onde julgar necessário dentro do seu próprio território.

 

Fonte: g1.com
Foto: Serviço de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia via AP