Nesta terça, a Mercedes lançou oficialmente o W12, carro para a temporada 2021 da Fórmula 1, que será guiado novamente por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas. A equipe tem apenas um objetivo para este ano: manter sua hegemonia na categoria durante a era turbo híbrida, correndo atrás da oitava dobradinha consecutiva nos títulos de pilotos e construtores


A Mercedes está investida no W12 há meses. Ela foi a primeira a interromper o desenvolvimento do carro de 2020, ainda em agosto, após perceber que havia construído uma vantagem grande o suficiente para as rivais, a ponto de não precisar se preocupar pelo resto da temporada.


Ao longo das últimas semanas, a equipe alemã vinha divulgando pequenas prévias do modelo, inclusive sobre o esquema de pintura, que passa a mesclar o preto usado no carro de 2020 com uma volta ao tradicional prata da Mercedes.


E em um desses vídeos, foi possível notar uma pequena inovação técnica, mas que pode ter um impacto importante: a Mercedes adotou um formato de espelho serrilhado para 2021. Isso é mais uma prova de que a equipe não conta com a vitória e segue buscando modos de inovar na categoria para obter uma performance cada vez melhor.

Mas vale lembrar que esses meses não foram dos mais tranquilos para a equipe alemã, que precisou cumprir com uma série de mudanças no regulamento, além de problemas internos. Apesar do regulamento está congelado, a FIA introduziu diversas modificações obrigatórias para 2021, visando reduzir o downforce dos carros. Junto com o novo composto da Pirelli, e a expectativa é que os carros tenham performances similares às de 2019.

E a Mercedes teve que enfrentar seus próprios problemas. A FIA introduziu uma limitação na capacidade de testes com o túnel de vento e o CFD, comumente chamado de túnel de vento virtual. Agora, as equipes da ponta têm menos tempo disponível. Por isso, James Alisson, diretor técnico da equipe, afirmou que os departamentos tiveram que ser 100% produtivos no desenvolvimento deste ano.

E não parou aí: Hywel Thomas, novo chefe de motores da equipe, revelou no final de janeiro que a Mercedes havia encontrado problemas com a unidade de potência deste ano, assim como aconteceu no ano passado.

A chegada do teto orçamentário ainda obrigou a Mercedes a revisar suas operações. Com um limite de gastos de cerca de 800 milhões de reais, a equipe precisou enxugar seu quadro de funcionários. Mas Toto Wolff fez de tudo para não perder seus funcionários para outras equipes e, com isso, realocou pessoal para a America’s Cup, importante campeonato de vela que conta com uma equipe da INEOS.

Em meio à mudanças em outras áreas, os pilotos seguem os mesmos. Lewis Hamilton e Valtteri Bottas repetirão novamente a formação da equipe, que é a mesma desde a chegada do finlandês em 2017. E cada um vem com um objetivo diferente.

Hamilton vem da novela envolvendo sua renovação e está em um contrato de apenas um ano, mas chega a 2021 buscando fazer história. Além da possibilidade de se tornar o maior campeão da F1, com o octacampeonato, o britânico pode atingir as marcas históricas de 100 vitórias e 100 poles.

Já Bottas vem de um 2020 desapontador e buscará ao máximo entregar melhores resultados, já que pode estar com o seu na reta.

Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1

Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1

Tanto Hamilton quanto Bottas estão em contratos de apenas um ano, e isso deixa o mercado de pilotos mais aquecido do que nunca para 2022, quando teremos a introdução do novo carro. Wolff vem reforçando que Hamilton e Bottas são as prioridades para o próximo ano, mas ainda existem rumores circulando pelo paddock de que esta pode ser a última temporada do heptacampeão. Com isso, já surgem nomes como potenciais candidatos, especialmente George Russell, Max Verstappen e Esteban Ocon, que foi citado por Wolff recentemente.

Fonte: UOL
Foto:  Daimler AG